A saúde cardiovascular é um dos pilares do bem-estar ao longo da vida. Cuidar do coração não é apenas uma questão clínica, mas também uma escolha diária, influenciada pela alimentação, pelo estilo de vida e pela atenção que damos ao nosso corpo, e ao de quem nos é próximo. No mês em que se celebra o amor, em que o cuidado e a partilha ganham significado especial, faz sentido olhar para a saúde cardiovascular como uma expressão concreta de cuidado a longo prazo. Neste contexto, o ómega-3 tem sido amplamente estudado pelo seu papel nutricional no funcionamento normal do sistema cardiovascular.
O coração e o estilo de vida moderno
O sistema cardiovascular é particularmente sensível aos hábitos do dia a dia. Fatores como alimentação desequilibrada, sedentarismo, stress crónico e privação de sono influenciam diretamente o equilíbrio cardiovascular. A ciência nutricional tem demonstrado que determinados nutrientes essenciais contribuem para a manutenção da função cardiovascular normal, quando integrados numa alimentação variada e equilibrada. Entre estes nutrientes, destacam-se os ácidos gordos ómega-3, especialmente EPA e DHA.
O que são EPA e DHA e porque são relevantes
O ómega-3 é um grupo de ácidos gordos essenciais, sendo o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosahexaenoico) as formas biologicamente mais ativas no organismo humano.
De acordo com alegações de saúde autorizadas pela União Europeia:
- O EPA e o DHA contribuem para o normal funcionamento do coração, quando consumidos em quantidades adequadas (250 mg por dia), no âmbito de uma alimentação equilibrada. Esta é uma alegação reconhecida oficialmente, conforme o Regulamento (UE) n.º 432/2012.
É importante sublinhar que:
- esta contribuição é nutricional, não terapêutica;
- o ómega-3 não substitui hábitos fundamentais como alimentação equilibrada, exercício regular e controlo do stress.
Evidência científica e mecanismos de ação
A investigação científica associa o EPA e o DHA a vários mecanismos fisiológicos relevantes para a saúde cardiovascular:
- Estrutura e fluidez das membranas celulares O DHA integra as membranas celulares, influenciando a sua fluidez e a comunicação entre células, incluindo as células do tecido cardiovascular.
- Regulação da resposta inflamatória O EPA participa na produção de mediadores lipídicos envolvidos na regulação da resposta inflamatória normal do organismo, um processo relevante para o equilíbrio cardiovascular.
- Perfil lipídico e função vascular Embora os suplementos não possam ser apresentados como tratamento, a ingestão adequada de EPA e DHA está associada a um contexto nutricional favorável ao funcionamento normal dos vasos sanguíneos, quando integrada num estilo de vida saudável.
Alimentação atual e ingestão de ómega-3
Apesar da sua importância, a ingestão de EPA e DHA é frequentemente insuficiente na alimentação moderna. As principais razões incluem:
- consumo reduzido de peixe gordo;
- preferência por alimentos processados;
- desequilíbrio elevado entre ómega-6 e ómega-3;
- estilos de vida com pouco tempo para planeamento alimentar.
Neste cenário, garantir fontes de ómega-3 de qualidade torna-se um desafio prático para muitas pessoas.
Quando faz sentido considerar suplementação
Sempre que a alimentação não assegura o aporte adequado de EPA e DHA, pode ser considerada a utilização de um suplemento alimentar, desde que:
- respeite as doses indicadas no rótulo;
- apresente origem e pureza controladas;
- seja integrado numa alimentação equilibrada;
- não seja associado a promessas de prevenção ou tratamento de doenças.
A escolha deve ser informada e, sempre que necessário, discutida com um profissional de saúde.
A importância da qualidade e da forma do ómega-3
A eficácia nutricional do ómega-3 depende de fatores como:
- origem do óleo (peixe selvagem ou algas); valor Totox (grau de oxidação)
- métodos de purificação;
- forma química (triglicéridos naturais);
- testes independentes de qualidade;
- informação clara e transparente ao consumidor.
Produtos como Omega-3 Total ou Omega-3 Arktis são formulados com foco nestes critérios.
Cuidar do coração como gesto de cuidado
Cuidar da saúde cardiovascular é um compromisso a longo prazo. É feito de escolhas diárias: o que comemos, como dormimos, como lidamos com o stress e como cuidamos de nós e de quem nos acompanha. Num mês simbólico, onde se celebra o amor, este cuidado pode ser visto não como um gesto pontual, mas como uma intenção de bem-estar partilhado ao longo do tempo.
Conclusão
A evidência científica reconhece o papel do EPA e do DHA no normal funcionamento do coração, quando consumidos em quantidades adequadas e integrados num estilo de vida equilibrado. O ómega-3 não é uma solução isolada, mas pode fazer parte de uma abordagem consciente à saúde cardiovascular, baseada em nutrição, informação e escolhas consistentes.
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